terça-feira, abril 07, 2009

A pobreza do hipócrita ou a hipocrisia da pobreza

No fundo da análise existem mais verdadeiros hipócritas vivendo a pobreza, do que possam imaginar os "socialites" classe média metidos a socialistas.
Há os pobres sem recursos desde uma falta de planejamento governamental para lidar com o crescimento exagerado dessas comunidades, mas há aqueles que ficam pobres porque perdem seus empregos, seus negócios por programas econômicos, por falta de visão no futuro, até mesmo pelo vício.
Há os que ficaram pobres pelo roubo, pelo crime, pelo assassinato , pelas dívidas de jogo, enfim há os pobres, os que ficaram pobres e aqueles que ficarão pobres...

Os programas sociais beneficiam hipocritamente os pobres, e esquecem daqueles que se tornaram pobres.
Definindo os que perdem seus empregos, suas aposentadorias desgastadas pela inflação, são os pobres hipócritas.
O sujeito que nunca dependeu do estado, com filho nas escolas pagas , que tinha seu plano de saúde, ao perder seu emprego, passa a depender do governo e aí o governo esquece que ele existe. Seu filho não tem direito a cota, nem PROUNI, nem bolsa de estudo, porque ele nunca estudou em escola pública essa é a hipocrisia da pobreza.
Porem se o sujeito se aposenta, e sua aposentadoria se esmaece na inflação e nos reajustes, e aquele plano de aposentadoria privado quebra, ele fica pobre, humilhado sem qualquer direito, esquecido pelos hipócritas.
A lei deve beneficiar a todos, não a uma minoria classificada, por motivos hipócritas.
De qual pobreza falam eles?
Da pobreza inerente e telúrica que os governantes esquecem de educar, ou da pobreza causada pela falta de leis e proteções ao mercado de trabalho, e de aposentadorias públicas e privadas.
A pobreza do hipócrita é do espírito, da falta de conhecimento e a hipocrisia da pobreza se estabelece.
O governo cria leis contra os aposentados, dificulta a justiça nos tribunais, e quando perde paga em precatórios.
Quanta terra precisa um homem para viver?
Para o governo brasileiro lembra o conto de Tolstoi, apenas 7 palmos de profundidade.
Para a hipocrisia basta levar-nos ao crematório.