terça-feira, março 17, 2009

A ARTE, A VIDA, A ARTE DE VIVER OU VIVER COM ARTE


Bem, eis ao lado a magnífica obra de George de La tour:
São José o carpinteiro (1642)
Eu creio que todos nós somos artistas, uns medíocres, outros portentosos, mas todos são artistas.
A arte de viver imita a própria arte, a vida é a própria arte.
As pessoas que refletem na velhice, suas adolescências, são pessoas abstratas que vivem em devaneios lúdicos.
A arte de viver requer a realidade, o crescimento intelectual.
Dizem que não existe arte de pobre ou arte de rico, existe a arte em si. Eu dentro deste contexto que acho corretíssimo, acho que existe arte pobre e pobre arte rica.
Quando ouço falar em poesia lembro do parnasianismo, de JG de Araújo Jorge; quando ouço música, saudades da voz de Dolores Duran, Nelson Gonçalves; Quando vejo a pintura, vejo La Tour, Le Nain;
Infelizmente, são gostos, são "personas" de minha própria criação.

A arte de hoje, ´´e a arte do qualquer um, da qualquer coisa, do rabisco qualquer, da rima maleita, da trova mal feita, ou sem rima nenhuma, e patrocinada por todos nós.
Outro dia, um sujeito consegue insumos públicos e grava um "funk" entitulado "boquete", a sociedade patrocinou o boquete.
Dentro desse conceito moderno de que não existe arte de pobre, nem arte de rico tudo é arte, criou-se a pobre arte.
Há quem diga que a pixadora do MASP era uma artista pobre que não teve sua arte dignificada pelos ricos.
Por certo, serei pixado ao dizer que algumas artes modernas, parecem pixações para mim.
Arte é uma questão de gosto, ela não exprime, nem reprime a cultura, ela é a própria arte.
A filosofia é a expressão máxima da arte da vida, quando o filósofo fala de política, de economia, ou da própria arte, morre a filosofia e nasce o crítico.
Todos nós somos, críticos, esses são nossos problemas mal resolvidos.
Hoje, quando ouço o berimbau, o funk, o rap, quando vejo hieróglifos de pixadores sujando a viçosa arquitetura urbana, a poesia das músicas sertanejas e dos pagodes modernos, sinto a realidade da frase de uma música que Belchior cantava:
-"O passado é uma roupa que não nos serve mais."
Quando lembro que não haverão outros Pixinguinhas, Lupicínios descubro que a única maneira de VIVER COM ARTE é ter SAUDADES...
Bom dia



terça-feira, março 03, 2009

A MULHER E A LITERATURA

“Vinhas da ira” do irresponsável apaixonado,
A “idade da razão” da adolescência perdida,
A “senzala” do coração ferido e magoado,
“Admirável mundo novo” da aliança da vida,

“Alice” dos alicerces da vida real e presente,
“Elogios a loucura” nossa, de todo santo dia,
“Geni”, dos erros e fracassos do inconsciente,
“Iracema”, ” dona Flor”,” Lucíola”, “Capitu” ou “Maria”.

Mãe do agreste e perigoso caminho dos” sertões”
Religiosa na nossa “longa jornada noite adentro”,
Como “trabalhadores do mar” em seu querer,

Ela é a “Ilíada” e “Odisséia” de todos os corações,
“Mulheres apaixonadas”, de todo argumento,
Um bonde chamado desejo felizmente mulher.
autor
VSROCCHA