sábado, abril 29, 2006

MISOGINIA

Alguns publicitários querem ser jornalistas, alguns jornalistas querem ser publicitários. Diria, que são profissões afins, ora jornalistas fazem publicidade, ora publicitários ditam notícias.
O modismo faz por vezes gafes literárias como, por exemplo “casamento gay”. Casamento é a celebração de núpcias entre um homem e uma mulher. É derivado de casal, acasalamento, dois seres de sexos opostos.
A misoginia poderia ser uma qualidade homossexual, mas é apenas um estigma solitário presente na filosofia atrofiada de alguns homens com complexos estereotipados de fundo discriminatório.
As piores gafes daqueles que pensam em publicidade ao fazerem jornalismo, ou daqueles que fazem do jornalismo suas publicidades pessoais, são o desconhecimento, a mentira, a falta de ética e a imoralidade.
Vejamos o episódio VARIG.
Má administração, descaso funcional, gestão temerária, enriquecimento ilícito, que os culpados merecem cadeia, são verdades peremptórias e sem contestações lógicas possíveis.
O governo deve 4 bilhões de reais de ICMS, e 15 estados da união outro 1 bilhão e meio de reais, estas também são verdades que não podem ser distorcidas.
Obvio dizer que este montante não pode parar na mão da fundação Ruben Berta.
O empreendimento de Ruben Berta é o sonho socialista em sua plenitude, uma empresa dirigida por seus próprios funcionários. Não tivesse a ganância e o poder modificado os homens que tinham a tutela desta companhia, o objetivo seria alcançado. A imperfeição do socialismo está no homem, basta o exemplo do desgoverno que ora temos.
O fundo de pensão criado pela empresa, foi instituído com contribuições dos funcionários, da empresa e o recolhimento de 3% da venda de passagens.
Todas repactuações de dívidas da empresa para com o instituto foram avaliadas e deferidas pela Secretaria de Previdência Complementar, órgão governamental ligado ao INSS.
Em sua ultima repactuação o governo autorizou que os créditos de ICMS devidos fossem aceitos como garantia da dívida, indiscutível verdade que faz o governo co-responsável pela dívida e seu pagamento.
Que possuímos o combustível, mais caro do mundo, a maior carga de impostos, as mais altas taxas aeroportuárias, cobradas pelo o INFRAERO, pela nossa matriz tributária e a nossa grande estatal PETROBRÁS, são verdades também sem argumentos contrários.
Chamar de polpudas aposentadorias do fundo de pensão AERUS, e dizer que somente a companhia contribuiu para o fundo, não é uma mentira, é apenas uma gafe, um preconceito de um analfabeto que desconhece, que esses funcionários recolheram por mais de 20 anos 8% de seus salários, e muitas vezes suas pensões não chegam a 50 % do que recebiam.
Fazer deboche, zombaria, motejo de uma comissária que chora a perda do emprego nunca deve ser considerada uma má conduta, uma índole devassa, uma libertinagem literária ou um desregramento ético e moral, essa é uma atitude misógina.
Somente um misógino poderia tecer um comentário tão eloqüente quanto discriminatório.
Mas devemos perdoá-lo, pois seu desconhecimento o torna preconceituoso.
Porem se conhecer a verdade é discriminação e MISOGINIA não é doença é apenas um estigma próprio.

3 comentários:

Carlos A. Botta disse...

Jornalismo à brasileira
Pelo que se vê, ouve ou lê diariamente na imprensa nacional, estas "gafes" retratadas no texto mostram um jornalismo político tupiniquim pouco criterioso no trato da notícia.
Geralmente as fontes não são checadas com a acuidade necessária e as matérias vão se formando a toque-de-caixa, no ritmo das redações enlouquecidas em "sair na frente" do concorrente.
Alie-se isto a um despreparo profissional endêmico e ter-se-á o que se vê, ouve ou lê diariamente na imprensa nacional, isto é, "gafes", "equívocos" e até mesmo "injustiças".
Infelizmente, parece que o fenômeno não é só local. Ocorre também nos EUA, onde poucos são os jornalistas realmente "entendidos" sobre aquilo que retratam em suas matérias.
Contudo, não acho que seja uma questão de "ignorância". Penso que tem muito mais a ver com "incompetência".

Margit disse...

Achei fantástico o que você escreveu. Muito claro e lúcido!
Acho que mais pessoas deveriam ler.

ALOYSIO ALBERTO disse...

Rocha, perfeita a sua colocação.Sou comissário aposentado e jornalista.Lembro-me quando estagiário , ver colegas formados sair para uma matéria sem nenhum conhecimento do assunto, era na condução do jornal que eles tentavam saber algo sobre a matéria que iriam fazer.Me formei na UFRJ, curso fraco, passava metade do ano letivo em greve.Isso à 30 aos atrás, imagino agora...
O globo coloca uma foto, na primeira página, de um avião da Varig todo quebrado.No momento mais crítico que a empresa estava passando.Como pode um jornal Brasileiro ter tamanho desrespeito com a Nossa Varig?Será que eles gostariam de ver em outro jornal, a foto do prédio deles pegando fogo, no dia em que o Império Globo quebrar ou melhor que o governo não mais ajudar?